Com o fim do Novo START, Estados Unidos e Rússia entraram em uma nova fase de incerteza nuclear. O tratado, que por anos limitou os arsenais estratégicos das duas maiores potências atômicas do mundo, expirou sem um acordo substituto.

Agora, pela primeira vez em décadas, Washington e Moscou não estão presos a limites jurídicos sobre parte central de suas forças nucleares. O impasse reacende o temor de uma nova corrida armamentista, em meio à guerra na Ucrânia, à expansão militar da China e ao aumento da tensão entre Rússia, EUA e OTAN.

O caminho para um novo acordo existe, mas passa por um obstáculo difícil: os americanos querem incluir a China e ampliar as restrições; os russos acusam os EUA de romper o equilíbrio estratégico. Enquanto isso, o mundo observa o risco de as duas maiores potências nucleares voltarem a competir sem freios.

Essa movimentação de mercado elevou o valor da participação de Musk na SpaceX para cerca de 866 bilhões de dólares (R$ 4,4 trilhões), fazendo com que seu patrimônio líquido total — que também engloba fatias na Tesla e em outros negócios — ultrapassasse a impressionante marca de 1,1 trilhão de dólares (R$ 5,6 trilhões).

Antes da abertura de capital, o empresário já liderava o ranking de pessoas mais ricas do mundo da revista Forbes, com uma fortuna estimada em 780 bilhões de dólares (R$ 3,9 trilhões), posicionando-se à frente de Larry Page, cofundador da Alphabet.

O salto bilionário reflete o otimismo do mercado em relação ao ecossistema robusto construído pela SpaceX. Para especialistas, a empresa se transformou em uma potência de telecomunicações, impulsionada principalmente pela Starlink.

Além do setor aeroespacial e de conectividade, a SpaceX engloba a xAI, startup de inteligência artificial responsável pelo chatbot Grok, concorrente direto de plataformas como o ChatGPT e o Claude.

Em meio à pressão das ruas — que fez o governo recuar e até revogar uma lei perigosa para pequenos proprietários rurais — uma declaração de fora das fronteiras chamou a atenção. A milhares de quilômetros de La Paz, o governo de Donald Trump mandou um recado não solicitado: “Os EUA apoiam de forma inequívoca o governo da Bolívia”.

Chamando civis mobilizados de “criminosos e traficantes de drogas”, o secretário de Estado, Marco Rubio, subiu o tom, dizendo que seu país “não permitiria” que a gestão de Paz Pereira fosse derrubada — sugerindo que, se necessário, os Estados Unidos interviriam diretamente no assunto.

A declaração de Rubio preencheu apenas mais uma página dentro do longo e conhecido capítulo de ações e discursos intervencionistas por parte do governo republicano em relação à América Latina, algo que se tornou ainda mais evidente na política externa estadunidense desde o retorno de Trump, em janeiro de 2025.
Segundo especialistas ouvidos pela Agência Pública, o histórico recente de intromissões diretas e indiretas da Casa Branca na política latino-americana acende uma série de alertas para o Brasil a meses de suas eleições presidenciais — mas os riscos vão além.

A eleição do candidato de extrema direita Abelardo de La Espriella na Colômbia, pode colocar o país ao lado de Argentina, Chile, Bolívia Equador, El Salvador e Paraguai como aliado do governo de Donald Trump.

No Brasil, uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 20 de junho, mostra que 6596 dos eleitores consideram indiferente se o presidente Trump apoiar algum candidato à presidência em 2026.

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