Ameaças de invasão e pressão política dos EUA podem beneficiar extrema direita latino-americana, apontam especialistas

Previamente, Trump afirmou nesta quinta, na Casa Branca, ter alcançado um “grande acordo” de paz com o Irã, pendente de formalização, e que talvez seja assinado neste fim de semana na Europa, em um ato que possivelmente não terá a presença do republicano.

Entre maio e junho de 2026, um levante popular liderado por movimentos sociais, sindicais e indígenas tomou as ruas da Bolívia contra o governo de direita de Rodrigo Paz Pereira.

Eles protestam contra a agenda econômica do presidente, um amplo pacote de medidas liberais que intensificou a crise econômica. Entre as reivindicações, os manifestantes exigem o fim de cortes e privatizações, combustíveis de melhor qualidade e aumentos salariais.

Em meio à pressão das ruas — que fez o governo recuar e até revogar uma lei perigosa para pequenos proprietários rurais — uma declaração de fora das fronteiras chamou a atenção. A milhares de quilômetros de La Paz, o governo de Donald Trump mandou um recado não solicitado: “Os EUA apoiam de forma inequívoca o governo da Bolívia”.

Chamando civis mobilizados de “criminosos e traficantes de drogas”, o secretário de Estado, Marco Rubio, subiu o tom, dizendo que seu país “não permitiria” que a gestão de Paz Pereira fosse derrubada — sugerindo que, se necessário, os Estados Unidos interviriam diretamente no assunto.

A declaração de Rubio preencheu apenas mais uma página dentro do longo e conhecido capítulo de ações e discursos intervencionistas por parte do governo republicano em relação à América Latina, algo que se tornou ainda mais evidente na política externa estadunidense desde o retorno de Trump, em janeiro de 2025.
Segundo especialistas ouvidos pela Agência Pública, o histórico recente de intromissões diretas e indiretas da Casa Branca na política latino-americana acende uma série de alertas para o Brasil a meses de suas eleições presidenciais — mas os riscos vão além.

A eleição do candidato de extrema direita Abelardo de La Espriella na Colômbia, pode colocar o país ao lado de Argentina, Chile, Bolívia Equador, El Salvador e Paraguai como aliado do governo de Donald Trump.

No Brasil, uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 20 de junho, mostra que 6596 dos eleitores consideram indiferente se o presidente Trump apoiar algum candidato à presidência em 2026.

Em meio à pressão das ruas — que fez o governo recuar e até revogar uma lei perigosa para pequenos proprietários rurais — uma declaração de fora das fronteiras chamou a atenção. A milhares de quilômetros de La Paz, o governo de Donald Trump mandou um recado não solicitado: “Os EUA apoiam de forma inequívoca o governo da Bolívia”.

Chamando civis mobilizados de “criminosos e traficantes de drogas”, o secretário de Estado, Marco Rubio, subiu o tom, dizendo que seu país “não permitiria” que a gestão de Paz Pereira fosse derrubada — sugerindo que, se necessário, os Estados Unidos interviriam diretamente no assunto.

A declaração de Rubio preencheu apenas mais uma página dentro do longo e conhecido capítulo de ações e discursos intervencionistas por parte do governo republicano em relação à América Latina, algo que se tornou ainda mais evidente na política externa estadunidense desde o retorno de Trump, em janeiro de 2025.
Segundo especialistas ouvidos pela Agência Pública, o histórico recente de intromissões diretas e indiretas da Casa Branca na política latino-americana acende uma série de alertas para o Brasil a meses de suas eleições presidenciais — mas os riscos vão além.

A eleição do candidato de extrema direita Abelardo de La Espriella na Colômbia, pode colocar o país ao lado de Argentina, Chile, Bolívia Equador, El Salvador e Paraguai como aliado do governo de Donald Trump.

No Brasil, uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 20 de junho, mostra que 6596 dos eleitores consideram indiferente se o presidente Trump apoiar algum candidato à presidência em 2026.

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